Na manhã desta sexta-feira (03), o candidato A prefeito do Recife Daniel Coelho (PSDB) e sua vice Débora Albuqueraue ( PPS) fizeram uma visita à biblioteca popular de Afogados, para avaliar os serviços prestados à população.
Chegando ao local, se depararam com problemas de infra-estrutura e administrativos, relatados pelos próprios funcionários que trabalham na instituição. De acordo com um funcionário que não quis se identificar, a terceirização da administração do espaço publico vem prejudicando o funcionamento da entidade. "estamos com vários computadores parados há mais de 02 anos sem serem colocados ainda à disposição do publico. Nos sentimos prejudicados, pois a empresa contratada para gerir o espaço tem nos causado diversos problemas. São autoritários e usam estagiários como mão de obra direta. Não podemos reclamar e nem fazer criticas", explicou.
Para Daniel, as bibliotecas publicas deveriam ser um espaço de acolhimento ao cidadão, com serviço de qualidade e programas culturais. "há mais de 50 anos que a PCR não constrói novas bibliotecas. Nós pretendemos implantar estes espaços de leitura em todas áreas vulneráveis, com programas de educação ambiental, economia domestica, lazer e aulas complementares, alem de serviço de internet, livros e atividades sócio-culturais.
Crack: O mais chocante, no entanto, foi ter tido conhecimento sobre a ocorrência de uma verdadeira cracolandia que acontece diariamente em Frente à biblioteca, localizada na mesma rua do Centro de Apoio Psicossocial ( Caps.) Espaço Travessia Rene Ribeiro. Segundo o funcionário da biblioteca, cerca de 50 usuários de crack se revezam em frente às dependências da biblioteca para consumir drogas todas as noites.
É o caso da jovem Andreza Cristina, de 20 anos. "queria ser internada. Mas o serviço de CAPS não funciona. Como querem tratar uma pessoa viciada sem internamento? Não conseguimos nos tratar. Passamos o dia nos centros de depois voltamos a usar a droga. Não conseguimos sair dessa assim", confessou.
Ela e o seu companheiro moram no teto da biblioteca. "A Prefeitura já tentou nos tirar daqui. Vieram com a guarda há uns quinze dias, queimaram as nossas roupas e colchão, foram bem violentos, mas não conseguiram. Não agüento mais ir aos abrigos e sofrer tanto assim. Nos abrigos que a prefeitura nos manda é muito pior. Sofremos violência o tempo todo e não existe nenhum acolhimento seguro e decente", desabafou.
Andreza é viciada em Crack desde os 13 anos de idade. Tem quatro filhos e pede dinheiro nas ruas para poder manter o vicio.

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