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Peças desenvolvidas em presídio dão mais segurança ao trabalho dos bombeiros

Corumbá (MS) – Calços de viaturas utilizadas pelo Corpo de Bombeiros de Corumbá no socorro a acidentes veiculares, e até mesmo desmoronamentos, foram produzidos por internos em regime fechado do presídio masculino local. As peças facilitam e reforçam a segurança dos militares durante os atendimentos às ocorrências junto à população.

O material foi produzido na marcenaria do Estabelecimento Penal de Corumbá (EPC), unidade da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Na oficina, trabalham cinco custodiados, que, pelo serviço, recebem remição de um dia na pena para cada três trabalhados. A partir de um molde e materiais fornecidos pelo Corpo de Bombeiros eles produziram 18 peças, que estão ajudando a salvar vidas na cidade.

Segundo o subcomandante da 3° Grupamento de Bombeiros, major BM Fábio Santos Coelho Catarineli, as peças já estão em uso pela corporação e são de grande utilidade em casos de acidentes veiculares quando o automóvel fica em uma posição instável, ou em situações em que há desmoronamento de casas. “Quando o veículo para tombado, ou mesmo à beira de precipícios, utilizamos esses calços para dar estabilidade; ou quando uma vítima está em um espaço confinado por conta de um desmoronamento usamos para avançarmos vagarosamente, garantindo mais segurança à equipe de resgate”, explica o major.

O subcomandante destaca que, apesar de serem simples, os calços são essenciais para garantir mais segurança ao trabalho desempenhado pelos bombeiros. “O presídio, nos prestando esse serviço, está contribuindo direta e indiretamente para a população, e esse trabalho representa ainda um forma de estarmos preparando esses homens [custodiados] para o retorno ao convívio social”, frisa.
Na opinião do diretor do EPC, Edinaldo Dias Lemos, a iniciativa demonstra também que as forças da segurança pública estão “trabalhando em harmonia” na cidade. “Sempre que uma instituição precisa da outra estamos colaborando, e isso reflete diretamente no melhor atendimento à sociedade corumbaense”, ressalta o diretor.

Esse tipo de ação social desenvolvida pelo presídio não é novidade. Além de contribuir para a atuação do Corpo de Bombeiros, reeducandos que trabalham na marcenaria do EPC também já produziram, em 2010, uma rampa em madeira para facilitar o acesso dos cadeirantes e crianças aos cavalos utilizados no projeto de reabilitação psicomotora de deficientes, desenvolvido pela Associação do Centro de Equoterapia Odilza Miranda de Barros, na capital do Pantanal. A rampa era uma grande necessidade para o melhor desenvolvimento do trabalho de recuperação, no sentido de facilitar a colocação dos pacientes nos animais para fazerem os exercícios.

Para o diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira, é importante que ações sociais como as do presídio de Corumbá sejam desenvolvidas pelo o Sistema Penitenciário, e têm sido realidade em vários estabelecimentos prisionais do Estado. “Seja por meio da horticultura da Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, que fornece hortaliças a instituições de caridade; na produção de pisos táteis na unidade de Ponta Porã; ou nas roupas hospitalares feitas por reeducandas de Rio Brilhante, entre outros vários exemplos que temos”, comenta.

Oliveira enfatiza que tais iniciativas, além de favorecer a sociedade, beneficiam também os internos com a remição da pena, representam um incentivo à autoestima deles, e, ainda, contribuem com a disciplina no presídio.

Pantanal News

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