Essa informação foi levada pelo vice-presidente da Abcon e presidente da CAB ambiental, Yves Besse, à reunião anual da Federação Internacional de Operadores de Água e Esgoto — AquaFed, em Paris
O setor privado mais que dobrou sua participação no saneamento básico no Brasil. Essa informação está dentro do panorama do setor traçado por Yves Besse, vice-presidente da Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgotoepresidente da CAB ambiental, na reunião anual da AquaFed, a Federação Internacional dos Operadores Privados dos Serviços de Água e Saneamento, que acaba de reunirem Paris as principais empresas mundiais do setor.
Além das brasileiras CAB ambiental e Foz do Brasil,participaram do evento operadores privados da França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Singapura e Uganda.Também estiveram presentes associações de operadores privados da França, dos Estados Unidos, do Chile e do Brasil.
Em sua apresentação, Yves Besse mostrou que as empresas privadas já atendem 13% da população urbana e operam serviços em 4% dos municípios por meio de 225 contratos de concessão ou de PPP — o que se traduz em 21,1 milhões de pessoas e 244 municípios. “Em 2007, atendíamos 5% da população urbana”, disse. "Esse aumento da participação mostra que o Brasil entendeu que só poderá chegar à universalização dos serviços de água e esgoto por meio da parceria público privada."
Segundo Besse, as perspectivas para operadores privados no setor são boas, já que, a partir de 2013, o governo brasileiro deve recorrer à parceria com a iniciativa privada para promover diversos investimentos de infraestrutura, com vistas aos grandes eventos esportivos sediados no País — a Copa do Mundo FIFA em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
“A tendência é de continuar o crescimento, com a possibilidade do setor privado atingir 30% da população urbana (45 milhões de pessoas) até 2017, quando a nova Lei do Saneamento completa dez anos”, analisa Besse, referindo-se à Lei 11.445/07, marco regulatório do setor que estabelece diretrizes para a gestão dos serviços públicos de saneamento no Brasil.
Em sua exposição, Yves Besse também traçou prognósticos para a universalização dos serviços de água e esgoto, baseando-se para isso nas taxas de crescimento que o setor tem apresentado.
“Mantendo o ritmo dos últimos 15 anos, o Brasil atingirá a universalização da água e do tratamento de esgoto somente em 2059”, diz Besse.“Com relação às perdas de água, o índice deverábaixar dos atuais 40% para 20% apenas no próximo século, mais especificamente em 2110.” O Plano Nacional para o Saneamento (Plansab) prevê um volume de investimento da ordem de R$ 270 bilhões para atingir essa universalização.
De acordo com dados de 2010 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento — SNIS, ligado ao Ministério das Cidades, 92% da
população urbana está ligada à rede de água, mas 40% não possuem água com qualidade e regularidade; 53% possuem rede de esgoto e 37% têm seus esgotos tratados.
Autor / Fonte: Assessoria de Imprensa - RLC | Comunicação e Ideias


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