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Parcerias: Sertão do São Francisco é escolhido como a casa da energia solar em Pernambuco

Governo cedeu terreno de 41 hectares para instalação de duas usinas na região


Juntos, os dois projetos custarão R$ 69,8 milhões, que estão sendo pagos através de parcerias

O Sertão do São Francisco é o berço da energia solar. Um terreno de 41 hectares foi cedido pelo Governo do Estado para abrigar duas usinas. Uma fotovoltaica, que terá capacidade de gerar 3 megawatts, e uma termo solar, com capacidade de 1 megawatt. Juntos, os projetos custarão R$ 69,8 milhões. 

A primeira será feita com R$ 44 milhões da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), e a segunda será fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – que vai disponibilizar R$ 1 milhão –, o Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel) – que entrará com R$ 4,2 milhões –, a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sectec) – com R$ 5 milhões – e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – com R$ 17,3 milhões.

A geração de energia através de placas fotovoltaicas funciona com módulos flexíveis e finos de silício e amorfo em chapas metálicas, que ficam posicionadas de forma estratégica a receber forte incidência da luz do Sol. Essa estrutura encaminha a corrente gerada para um equipamento chamado de inversor. 

É ele quem faz a transformação dessa energia em corrente alternada, que é encaminhada para as subestações elevadoras, de onde é lançada na rede elétrica. Essa tecnologia servirá para fornecer energia a duas mil residências na região de Petrolina.
    A geração termosolar é um conjunto de espelhos móveis que concentra a radiação do sol em um tubo central e gera um vapor, que por sua vez move uma turbina elétrica. Com menor capacidade, essa usina não servirá à população.



    Atlas Solarimétrico do Brasil/UFPE
    Pernambuco pode gerar entre 5.700 e 6.100 watts-hora por metro quadrado de energia solar a cada dia

    Já Fernando de Noronha atua como o laboratório. Definido pelo governo como lugar prioritário para se ter energia limpa, o arquipélago recebe estudos de todos os tipos citados nesta matéria. O local está recebendo duas plantas de usinas solares fotovoltaicas com capacidade para gerar cerca de um megawatt de energia, equivalente a 40% do que é consumido atualmente na Ilha.

    A primeira usina será instalada nas dependências do Departamento de Proteção ao Voo (DPV), da Aeronáutica, sob o investimento de cerca de R$ 10 milhões. Ela, que deverá gerar 600 quilowatts, já teve iniciado o processo de licitação para a implantação. A segunda, com capacidade para gerar 400 quilowatts, será instalada nas placas de captação de água existente no bairro do Boldró, próximo à usina termoelétrica. Esta aguarda até esta segunda-feira (17) para saber quando será iniciada.

    Arena

    Na Cidade da Copa, em um terreno de 14,5 mil metros quadrados, anexo à Arena da Copa, situada na Região Metropolitana do Recife, será instalada uma usina fotovoltaica, que terá uma potência instalada de um megawatt, o que resulta na geração de 1,5 mil MW no pico. Por ser um projeto de pesquisa e desenvolvimento, 95% do potencial total, ou seja, 950 kW no pico, deverá ser composto de uma única tecnologia. Os outros 5% serão utilizados para pesquisas de novas tecnologias fotovoltaicas com aplicação comercial.

     GERALDO LÉLIS, do FolhaPE

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