As doenças crônicas são responsáveis por mais de 64% dos óbitos no país. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, grande parte das mortes provocadas por doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade e o tabagismo, pode ser evitada.
“Quando falamos de doenças crônicas não transmissíveis, ainda existe uma percepção de que essas mortes são quase naturais de uma vida longa”, disse, durante o lançamento da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel Brasil 2010.
O secretário lembrou que, em setembro deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) vai promover uma assembleia exclusiva para tratar de doenças crônicas no âmbito mundial. Segundo Barbosa, países em desenvolvimento como o Brasil são os que registram os maiores índices de casos.A Vigitel Brasil 2010 revela que o brasileiro está fumando menos, mas permanece sedentário e tem alimentação pouco saudável. Esta é a quinta edição da pesquisa, realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas – cerca de 2 mil em cada capital brasileira.
Fonte Da Agência Brasil
Conceito de Doenças crônicas
Uma Doença crônica é uma doença que não é resolvida num tempo curto, definido usualmente em três meses . As doenças crônicas são doenças que não põem em risco a vida da pessoa num prazo curto, logo não são emergências médicas. No entanto, elas podem ser extremamente sérias, e várias doenças crônicas, como por exemplo certos tipos de câncer, causam morte certa. As doenças crónicas incluem também todas as condições em que um sintoma existe continuamente, e mesmo não pondo em risco a saúde física da pessoa, são extremamente incomodativas levando à disrupção da qualidade de vida e actividades da pessoas. Neste último caso, incluem-se os síndromes dolorosos.
Muitas doenças crónicas são assimptomáticas ou quase assimptomáticas a maior parte do tempo, mas caracterizam-se por episódios agudos perigosos e/ou muito incomodativos.
As doenças crónicas de causa infecciosa são frequentemente causadas por organismos invasores com os quais já foi atingido um equilíbrio. Não é do interesse dos vírus, das bactérias ou dos parasitas matarem o seu hóspede demasiado rápido, uma vez que a probabilidade de se espalharem a outros hospedes fica reduzida. Assim doenças infecciosas de morte rápida e mortalidade elevada, como Ébola, aparecem por vezes, mas nunca conseguem estabelecer-se, porque todos os indivíduos susceptíveis morrem em poucos dias, antes de poderem contactar com bastantes outros. Doenças como a SIDA/AIDS, pelo contrário são extremamente eficazes devido ao longo tempo que demoram a matar o hóspede. Mas a melhor acomodação, do ponto de vista do microorganismo, é permanecer no corpo do hóspede sem causar muitos danos a este até poder infectar a nova geração sem defesas. É o que faz a varicela. O vírus ataca as crianças produzindo a síndrome característico agudo, mas depois da "cura" o vírus permanece, em todos os casos, nos núcleos nervosos dos nervos sensitivos, sem ser detectada e sem estar activa. Na velhice, com a ligeira imunodeficiência que acompanha a idade avançada, ela frequentemente reaparece sob a forma dezoster uma infecção dolorosa mas não perigosa que ataca os nervos periféricos. As zonas cutâneas com zoster são extremamente infecciosas, permitindo a passagem perpétua do vírus dos idosos às crianças indefesas, sem necessitar de grandes populações de crianças sempre passando o vírus umas às outras, como outros vírus infantis.

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