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Uma estratégia contra a dependência química.

Você anda pelas ruas da cidade e esbarra com centenas de pessoas que vivem em uma situação deplorável. São viciados em crack que trocaram a convivência junto da família para viver na marginalidade. E a cada dia que passa você vê aumentar o número de dependentes químicos que se somam a este exército de miseráveis que perambulam por aí. Para continuar com o vício, eles colocam não só a própria vida em jogo, mas também de seus familiares e outras pessoas que acabam sofrendo as conseqüências de um fatídico destino.
Mas, o que fazer? Quais são as políticas governamentais adotadas até agora? Quais são os métodos utilizados nas clínicas e nos hospitais psiquiátricos? Não basta retirar essas pessoas das ruas. Há que proporcionar-lhes um tratamento eficaz. Flávio Falcone, médico formado no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, trabalha desde 2004 com dependentes químicos em hospitais psiquiátricos e constatou que um dos grandes problemas que ocorrem nos tratamentos convencionais está na baixa taxa de adesão dos usuários ao tratamento. A partir desta observação ele passou a desenvolver um método de trabalho que agrega arte, terapias corporais e a profissão de palhaço para conquistar a confiança e o vínculo com os pacientes na área da saúde mental.
Criou a Associação Amargen, do qual é presidente, e formou uma equipe de profissionais que visitam as casas dos pacientes, oferecem atendimento em terapia corporal, promovem oficinas de artes e palhaço, além de montar espetáculos teatrais para os dependentes químicos serem tratados. O resultado do seu trabalho pode ser visualizado no gráfico abaixo que mostra o aumento da permanência no tratamento quando a psicoterapia e as medicações são associadas ao trabalho com a arte.
                                      
Diante deste resultado, Falcone propõe que esta metodologia seja utilizada em larga escala nos hospitais e clínicas especializados em dependentes químicos. Coloca-se também à disposição para ministrar palestras em empresas e escolas que desejam levar a seus funcionários ou alunos informações extremamente úteis para a prevenção às drogas.


Fonte: Qualidade Online.