Nesta quinta-feira, o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
Mauro Luciano Hauschild, e o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) se
reúnem em São Paulo, às 10h, para discutir e apresentar propostas para o
pagamento de revisão de benefícios por incapacidade que foram concedidos nos
últimos 12 anos. A reunião será realizada na rua da Consolação, 1875, em São
Paulo.
Segundo o sindicato, é pedida a revisão dos benefícios por incapacidade,
o que abrange 17,6 milhões de seguros pagos desde 1999, sendo 670 mil deles
ativos (ou seja, aposentadorias por invalidez e de pensões por morte derivadas
dessas aposentadorias que ainda estão sendo pagas) e os outros 17 milhões de
benefícios "findos" (quando um trabalhador recebeu por determinado período
auxílio-doença e já não o recebe mais).
Conforme a proposta do Sindnapi, os 670 mil benefícios ativos devem ser
corrigidos imediatamente e os valores dos atrasados (diferença entre o que
deveria ter sido pago e o que foi efetivamente pago) devem ser concedidos em até
um ano. A revisão seria automática, sem a necessidade de pedidos dos
beneficiários ao INSS.
Já para os cerca de 17 milhões de benefícios findos seriam pagos os
atrasados em um prazo de até dois anos. Isso porque, diz o sindicato, para
alcançar esses beneficiados seria necessário lançar uma campanha nacional
avisando os trabalhadores que têm direito ao pagamento. Desta forma, quem tiver
direito teria de ir aos postos dos INSS para requerer a revisão, pois, diz o
Sindnapi, nem sempre o INSS consegue localizar os trabalhadores que receberam o
auxílio-doença uma ou mais vezes.
Em março, o Sindnapi e o Ministério Público de São Paulo moveram ação
civil pública pedindo a revisão de benefícios por incapacidade concedidos nos
últimos 12 anos, bem como o pagamento desses atrasados. O pedido foi aceito em
primeira instância com a determinação de iniciar os pagamentos imediatamente. O
INSS recorreu, mas a Justiça manteve o pagamento imediato das correções pedindo,
no entanto, que sindicato e instituto apresentassem planilhas e propostas para o
pagamento dos benefícios. Por isso, a reunião desta quinta-feira será realizada.
A revisão e o pagamento dos atrasados foram aceitos pela Justiça porque o
cálculo dos benefícios por incapacidade foi feito com base no total dos salários
de contribuição pagos pelo trabalhador, sendo que uma nova regra entrou em vigor
em 1999 estipulando que o cálculo fosse feito com base na média dos valores dos
80% mais altos salários de contribuição.
Havendo acordo entre as partes, o pagamento seria autorizado aos
beneficiários. Se não houver acordo entre as partes, tanto sindicato quanto INSS
poderão recorrer à Justiça.
Entenda
- Ao conceder benefícios por incapacidade desde 1999, o
INSS utilizou uma fórmula de cálculo diferente da prevista em lei vigente
-
Pela fórmula usada, o cálculo dos benefícios por incapacidade foi feito com base
no total dos salários de contribuição pagos pelo trabalhador
- No entanto, o
cálculo era para ter sido feito com base na média dos valores dos 80% mais altos
salários de contribuição
- Por causa da defasagem causada, sindicato e
Ministério Público de São Paulo entraram na Justiça pedindo a correção dos
benefícios e o pagamento dos atrasados (diferença entre o que deveria ter sido
pago e o que foi efetivamente pago)
- A Justiça aceitou o pedido, mas
determinou que Previdência e sindicato mostrem como esse pagamento seria
feito
- Ao total, é pedida a revisão dos benefícios por incapacidade, que
abrange 17,6 milhões de seguros pagos desde 1999, sendo 670 mil deles ativos e
os outros 17 milhões de benefícios "findos"
- Esses benefícios envolvem
aposentadorias e pensões pagas até hoje e auxílios-doenças que foram pagos por
períodos determinados nos últimos 12 anos
- Havendo acordo entre INSS e
sindicato, o pagamento dessas correções seria autorizado aos beneficiários. Se
não houver acordo entre as partes, tanto sindicato quanto INSS poderão recorrer
à Justiça.
Terra

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